terça-feira, 28 de abril de 2020

Muitas “Sakura”

A Sakura é uma das flores mais amadas pelos japoneses desde antigamente. A partir da linda cor rosada e do aspecto deslumbrante, nasceram várias palavras que utilizam “sakura” na sua composição.

A partir da cor de Sakura(cerejeira):

Sakura-iro(桜色): É a cor rosa claro como a das pétalas da flor.
Ex: Sakura-gai(
桜貝): concha com cor de Sakura;
Sakura-ebi(
桜エビ): camarão rosa;
Sakura-niku(桜肉): carne de cavalo que possui uma linda cor de rosa.

Sakura-mochi(桜餅): É um doce japonês feito com anko(pasta de feijão doce japonês), coberto por uma camada de farinha de trigo e enrolado numa folha de Sakura. Esta folha é da cerejeira da ilha de Oshima. A casca possui um corante alimentício vermelho que dá a cor rosada da Sakura. O modo de preparo varia de acordo com a região.



A partir do florescimento e dispersão

Sakura-fubuki(桜吹雪): É uma palavra que compara o aspecto dançante das pétalas de Sakura que foram sopradas pelo vento com o cair da neve. Os protagonistas da série de TV “Tooyama no Kim-san” era famoso por possuir uma tatuagem de Sakura-fubuki nas costas. Na Era Edo(1693-1867), o modelo de trabalho de juiz de tribunais que conhecemos hoje veio de Toyama Kinshirou(1793~1885).





Uba-sakura(うば桜): Refere-se à mulher que, mesmo com o passar do anos mantém sua beleza e sensualidade preservadas. Originariamente este era um elogio, mas também era utilizado com o significado equivocado de “mulher não jovem, velha”.

Sakura(サクラ): Era a pessoa encarregada por elogiar os produtos que estavam sendo vendidos e convencer os outros clientes a comprá-los. Também eram conhecidos por se misturarem aos convidados em peças teatrais e concertos musicais com o intuito de animar o local. Nas tendas das peças, eles eram visto repentinamente gritando, mas logo desapareciam. Essa situação se assemelha muito com o modo da flor de Sakura florescer e de suas pétalas oscilarem.

*Tradução autoral

A Família Tabeta vai!! - Abril 02 - Não são só flores? Muitas "Sakura"




quinta-feira, 9 de abril de 2020

Para os japoneses, não há diferença entre o “r” e o “l”. Tanto um quanto outro são ouvidos como “ra”. Não importa o quanto estudem inglês, é difícil separar essa diferença. Isso não é porque o ouvido dos japoneses é inferior. Esse mesmo hábito também existe muito na América.
Resumindo, as pessoas têm passado pela "cultura dos óculos de lentes coloridas" e visto o mundo desta forma. Por exemplo, quando os japoneses e franceses desenham o Sol, esses logo pensam no vermelho, pois o veem assim. A cultura nipônica do “Sol vermelho” e a francesa do “Sol amarelo” estão narradas, ou seja, dizer que o “Sol é vermelho” é uma coisa já definida no Japão e não um conhecimento comum no mundo inteiro.
Nós forçamos o outro a entender nossa cultura sem saber sua perspectiva, assim como acontece com o “Sol parecer vermelho”. Mesmo que vejamos a mesma coisa, ouçamos o mesmo som, de acordo com nossos costumes, o jeito de ver a cultura com os “óculos de lentes coloridas” funciona de jeitos diferentes.
Esse hábito existe em várias partes do mundo. Assim, vários choques e conflitos acontecem, e com isso é possível compreender outras culturas. Mas, ao entender profundamente por que as pessoas comem ratos, ou por que se sentam uma ao lado da outra, pode-se dizer que é difícil fazer certas feições.

*Tradução autoral

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Incômodo


Certo dia, repentinamente, recebi uma ligação dizendo: "Ano que vem sua filha fará 20 anos, não gostaria de preparar o kimono da cerimônia de maioridade?". É verdade que ano que vem minha filha fará 20 anos, mas eu sequer fui àquela loja e muito menos tinha ouvido seu nome. Achei estranho em como esse tipo de loja sabia o nome de minha filha e sua idade, data de nascimento e até mesmo qual faculdade frequentava. Naquele momento tinha pensado apenas na possibilidade de estarem vendendo o kimono, mas com o passar do tempo comecei a ficar com medo. 
Uma pessoa que nunca tinha visto sabia muito bem das coisas de dentro da minha casa. Por que será que isso acontece? Quem será que lhe contou essas informações tão detalhadas? Talvez, inclusive outras coisas tenham sido passadas para outras pessoas sem que eu soubesse. Quanto mais penso nisso, fico com medo. Até mesmo na casa da amiga da minha filha, também houve telefonemas semelhantes e elas não souberam o que fazer. Isso significa que o pessoal dessas lojas tem o livro de estudantes da escola que minha filha frequenta. Inclusive quer dizer que há empresas que vendem ou compram essas informações. 
Então, como elas fazem isso? O método mais simples é comprar o livro de registros das escolas e empresas, ou então, deve haver um modo de arrancar essas informações através só telefone. Eu já tive uma experiência assim. Certo dia, recebi uma ligação pedindo uma enquete sobre o layout da minha casa e perguntaram sobre o número de pessoas, idade, area da residência, divisões da casa, se havia carpete ou não, entre outras coisas. Tinha respondido sinceramente as perguntas da empresa, qual acreditava ser de máquinas de lavar roupa, mas não imaginava que ela se aproveitaria dessas informações importantes. 
Não podemos ignorar a questão de que, por perguntarem naturalmente, todos responderam sem se preocupar, sendo assim enganados pelo controle e tendo sua informações recolhidas em algum lugar. Se estas forem utilizadas para ganhar dinheiro ainda seria algo perdoável, mas caso fossem passadas informações de cada um para o controle de um estranho, e, na pior das hipóteses essa pessoa abusasse delas, seria algo assustador.  

*tradução autoral


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Entrevista de emprego



Existem 3 dificuldades na hora de ter uma entrevista de emprego no Japão. São elas: "currículo", "prova de admissão" e "entrevista". Nas grandes empresas, principalmente, na maioria das vezes há a prova de admissão.


A época dessa prova varia de acordo com a empresa, mas, em grande parte dos casos, os aprovados seguem para a entrevista. Muitos bolsistas chegam a reprovar nesse exame.

As questões da prova possuem conteúdo que qualquer um possui conhecimento, e até mesmo os bolsistas estrangeiros conseguem entender e resolver.

Fonte: Minna no Nihongo

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